MEMÓRIA 22 - GRÁVIDA
Para me manter fiel a ideia de que o teatro era minha profissão tive que trabalhar muito. A parte boa era quando exercia as funções de ator e/ou diretor. A parte mais ou menos era fazer bilheteria, produção e vendas. E a parte ruim era atender as exigências dos burocratas e dos poderosos de plantão. Entra ano e sai ano, dias de semana e feriados, todos os dias eram de trabalho. Existem anos que se destacam pelo pouco trabalho como agora, e anos que transbordam. Foi o caso do ano de 2004, ano intenso, de muito trabalho e de muitas realizações. Em 2004 eu era oficineiro da Descentralização da Cultura e dava aula de teatro na Vila Wenceslau Fontoura e na Vila dos Eucaliptos. Em janeiro estreei minha primeira montagem sobre um texto de Bertolt Brecht, uma adaptação minha para o texto “O Círculo de Giz Caucasiano”. Em maio foi a estreia de Medusa de Rayban, uma péssima experiência de encenar Mário Bortolotto. Em junho estreou Hilda Hilst in Claustro no Hospital São Pedro e em...