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MEMÓRIA 19 - ABAJUR LILÁS

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  Conta Plínio Marcos que ele escreveu sua primeira peça baseando-se num caso real que aconteceu em Santos, sua cidade natal.  Chocado com a história de um rapaz que “foi preso por uma besteira e, na cadeia, foi currado” ele escreveu “Barrela” em 1959. Dez anos depois em sua última peça, “Abajur Lilás” ele volta a mergulhar no subterrâneo santista, cidade portuária,  para recolher os motivos e os personagens de mais uma obra prima.   Com a mesma estrutura dramaturgica que “Dois Perdidos numa Noite Suja” é em “Abajur Lilás” que Plínio Marcos alcança sua mais verdadeira dramaturgia. Tem pleno domínio da carpintaria teatral. A temível crítica teatral Bárbara Heliodora (1923-2015), que se notabilizava pela severidade, escreveu que Plínio atingira a “perfeita economia dramática”. O que de nada adiantou, já que a peça foi censurada quando estava em fase final de ensaios e permaneceu proibida até 1980, cinco anos antes da ditadura militar desocupar a moita do poder. A proib...