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Mostrando postagens com o rótulo Patrícia Fagundes

MEMÓRIA 21 - GENTE DE TEATRO

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  Outro dia escrevi uma triste despedida para o meu amigo Elton Manganelli. Ao escrever fui me dando conta que no desenrolar da minha vida como pessoa e como artista fui conhecendo e trocando com várias pessoas que se mostraram importantíssimas para alimentar em mim o gosto pelo teatro. Pessoas que fomentaram em mim o desejo e o exercício de ser artista. Pessoas que me ensinaram ou que, simplesmente, estavam comigo para enfrentar crises de criação ou de dinheiro. Suas posturas mantém até hoje acesa em mim esta convicção. Pois é justamente sobre estas pessoas que eu quero escrever neste texto-memória-homenagem.   Descontando breves experiências colegiais anteriores, posso dizer que comecei a fazer teatro quando entrei no DAD/UFRGS. Aulas de improvisação com a professora Graça Nunes. Interpretação com a professora Irene Brietzke. Expressão Corporal com a mito Maria Helena Lopes. E direção teatral com o professor Luiz Paulo Vasconcellos.   Estes eram alguns do time dos pro...

MEMÓRIA 19 - ABAJUR LILÁS

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  Conta Plínio Marcos que ele escreveu sua primeira peça baseando-se num caso real que aconteceu em Santos, sua cidade natal.  Chocado com a história de um rapaz que “foi preso por uma besteira e, na cadeia, foi currado” ele escreveu “Barrela” em 1959. Dez anos depois em sua última peça, “Abajur Lilás” ele volta a mergulhar no subterrâneo santista, cidade portuária,  para recolher os motivos e os personagens de mais uma obra prima.   Com a mesma estrutura dramaturgica que “Dois Perdidos numa Noite Suja” é em “Abajur Lilás” que Plínio Marcos alcança sua mais verdadeira dramaturgia. Tem pleno domínio da carpintaria teatral. A temível crítica teatral Bárbara Heliodora (1923-2015), que se notabilizava pela severidade, escreveu que Plínio atingira a “perfeita economia dramática”. O que de nada adiantou, já que a peça foi censurada quando estava em fase final de ensaios e permaneceu proibida até 1980, cinco anos antes da ditadura militar desocupar a moita do poder. A proib...