Eu estava escrevendo sobre outras lembranças quando fui pego de surpresa
pela péssima notícia da morte do meu amigo Elton Manganelli. Parece que tirou a
graça da minha pessoa. Apaga a possibilidade de ser feliz. A impotência diante
de uma condição inoxorável da vida me oprimiu com seu peso nefasto. Que graça
pode ter a vida se além de ter que levar em consideração a própria morte, ainda
temos que presenciar a morte de um amigo?
O Elton faz parte inerente da minha trajetória por este planeta. O Elton
esteve presente na minha vida durante toda a minha vida adulta. Estivemos
juntos no começo de nossas trajetórias. A existência fez com que a gente fosse
se reencontrando inúmeras vezes para renovar nossos sentimentos um pelo outro.
Meu querido amigo Elton, você é uma perda irreparável no meu coração. Choro
sozinho de pesar com a tua ausência e meu coração se aperta à ponto de levar a
imaginar, muito de longe, o aperto definitivo que te levou.
Tu, meu caro amigo, nos escancara o quanto é terrível o inesperado da
morte. Ninguém em sã consciência poderia contar com tua morte. Como assim?
Aquele senhor faceiro que é uma inspiração de vida pra todo mundo? Aquele multi
artista fantástico que tanta admiração me causava com sua mania insistente de
ver o mundo através da arte? Pra mim tu serias aquele velhinho maluco de 97
anos que andaria pela Redenção tirando fotos de folhas inúteis. Tu, meu amigo,
serias aos 104 anos minha referência de vida, pois estaria iluminando meu
perfil do facebook com a arte infinita que habitava em ti. Choro ao falar de ti
no passado.
Eu gostaria de escrever aqui todas as lembranças que poderia contar sobre
meus encontros com o Elton, mas não estou conseguindo ir adiante com este. Vou
deixar que as fotos falem por si. Deixo aqui apenas o meu adeus e o adeus do
Remendão, que te amava como pai. Quando morreu o Leonardo Machado eu chorei
como se estivesse perdendo minha filha Danielle ou meu filho Pablo, que tinham
a mesma idade que ele. Choro tua morte agora como se estivisse perdendo meu
irmão velho aquele que nunca tive mas que sempre encontrava na Feira Livre da
José Bonifácio.
Nesse momento gostaria de acreditar em Deus para poder culpá-lo e jogar-lhe
toda minha impotência e minha fúria em cima dele, pelo fato dele ter cometido
uma imbecilidade destas. Já não chega todas as merdas que vem rolando e Você,
seu m*, ainda faz um negócio desses com o Manga, ora vá pra
**#@#@####%¨&*$W@Q@Q!
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